Ano 2000

A mulher pode escolher o que está na moda e que, ao mesmo tempo, valorize o seu tipo físico

Estilo se constrói, se apura. Mas, para tê-lo, é preciso se conhecer bem, se olhar no espelho, ver suas proporções, seu tipo de corpo. E, claro, aprender a disfarçar o que não gosta e a valorizar seus pontos fortes.

Ajudar as mulheres nessa tarefa sempre foi uma preocupação da MANEQUIM e, nos anos 2000, ela ficou ainda mais clara nas páginas da revista. Isso porque passamos a ilustrar claramente – através de bonequinhas – para que tipo físico cada peça ou look é mais apropriado.

 

Mulheres ícones

Mulheres dos anos 2000 no exterior

 

Nicole Kidman

Recebeu o Oscar de Melhor Atriz pelo filme As Horas, com o papel da escritora Virginia Woolf. Tem três filhos, dois adotados. 

Angelina Jolie

Atriz e ícone dos anos 2000, casou, adotou crianças, teve filhos e faz trabalhos humanitários em vários países do mundo.

 

Ingrid Betancourt

Ao se lançar à presidência da Colômbia, em 2002, foi sequestrada e mantida como refém por seis anos. Foi libertada em 2008.

Madonna

Se reinventou inúmeras vezes sem nunca sair de moda. Seus figurinos são copiados. Tem dois filhos biológicos e dois adotados.

 

Mulheres dos anos 2000 no Brasil

 

Grazi Massafera

Numa época de reality shows, algumas pessoas viraram celebridade instantânea, como Grazi, ex-miss e agora atriz.

Fátima Bernardes

Jornalista, apresentadora do Jornal Nacional da TV Globo e mãe de trigêmeos. Fátima é um exemplo de mulher modelo.

 

Isabeli Fontana

Começou a trabalhar como modelo aos 14 anos. Foi capa de inúmeras revistas pelo mundo e rosto de diversas marcas. Tem dois filhos.

Gisele Bündchen

Über model: o termo foi criado para ela que se tornou muito mais do que uma top model. Seu cabelo é desejado por dez entre dez mulheres.

Peças e looks

Estilo e corpo

 A mulher pode escolher o que está na moda…

…e que também valoriza o seu tipo físico.

A mulher é plural:
romântica, casual, sensual, clássica.

 

Customização

 

Customizar é interferir em um acessório ou peça, deixando-a com seu estilo, sua marca pessoal.

Customizar aplicando aviamentos, botões, bordando.

 

Tailleur

 E o tailleur segue nos anos 2000 sem sair de moda.

 

Opostos

 

Você mistura peças caras com outras que custam pouco. Ambas são importantes para compor o seu estilo.

A mesma peça pode ser usada de dia ou à noite.

O vestido pode ser míni ou longo, trapézio ou reto, os dois estão na moda.

 

Acessórios 

Os acessórios garantem personalidade aos looks. Eles têm o poder de modificar o visual. Os bichos vão e voltam.

 

Influências

Retrô (vintage e releitura)

Carla Bruni, primeira-dama da França: casacos retrô e chapéu pillbox, como Jackie nos, anos 1960.

 

 

 

 

 

 

 

 

Look retrô inspirado em Valentino que se aposentou em 2008.

 

Em 2000, o Brasil completou 500 anos de Descobrimento.

São constantes os revivals de décadas passadas, como os anos 1980. E o uso de peças originais vintage em looks atuais.

 

Em 2007, o new look de Dior completou 60 anos.

Vestido longo e bordado, influência dos anos 1970.

Tomara-que-caia balonê, inspiração dos anos 1980.

 

Tecnologia têxtil

 

New Gym, Cedropaper, Linen Casuale, Cotton Silk, Leggeríssimo… Os tecidos têm misturas de fibras e muita tecnologia para garantir caimento e conforto nas peças atuais.

 

Tecidos criados para os esportes são usados no dia a dia.

 

Guarda-roupa inteligente

 

Qualquer peça deve ter seu uso maximizado. Isso faz parte da consciência global do consumo de moda.

 

Beleza

 

Liberdade na maquiagem e nos cabelos e um toque retrô.

Estilistas

Carlos Miele/M.Officer:

moda e trabalho social

Em 1986, criou a marca jovem M. Officer, produzindo jeans, acessórios em couro e malhas. Em 1999, incorporou à marca que leva seu nome, Carlos Miele, o artesanato brasileiro com a cooperativa CoopaRoca, do Rio de Janeiro, além de rendeiras no nordeste a artesãs do sul. Seus vestidos fluidos de festa que unem materiais de tecnologia com crochê e outras artesanais são bem recebidos pela imprensa de moda internacional. Tem lojas em NY e em Paris.

Amir Slama/Rosa Chá:

da praia para o mundo

Grife de moda praia, inaugurada 1993, em São Paulo, por Amir e sua mulher Riva. Além de maiôs e biquínis (o DNA da marca), faz também blusas, calças, batas, jeans e lingeries com modelagens e estampas inovadoras. A Rosa Chá tem lojas no Brasil e no exterior. Hoje, a Rosa Chá faz parte da holding GFV.

Daslu:

império de luxo

Durante os anos 1960 e 1970, a Daslu dedicava-se a vender roupas e artigos de luxo produzidos no Brasil. Eliana Tranchesi, filha de Lucia, a fundadora, assumiu o negócio da família no final da década de 1970. O boom aconteceu no início dos anos 1990. Eliana expandiu a Daslu, trazendo marcas internacionais como Chanel, Dior, Prada e Gucci entre outras. A Daslu atua no segmento de moda feminina, masculina e infantil, decoração, beleza e cosméticos. 

Le Lis Blanc:

mulher romântica

Com 21 anos no mercado, a marca é feita para a mulher romântica e dinâmica que busca estilo na hora de vestir. A marca tem lojas em todo o Brasil, é um fenômeno de vendas e nasceu da parceria de Traudi Guida e Rahyja Afrange, falecida este ano. Além de roupas e acessórios, a marca atua no segmento de casa e decoração. 

Néon:

balneário chic

A marca formada em 2002 pelo stylist Dudu Bertholini e a modelista Rita Comparato começou com maiôs para um editorial de moda com foto de J.R. Duran. Dos maiôs surgiu uma moda balneário chic com estampas exclusivas e supercoloridas. Além dos pontos-de-venda no Brasil, a marca tem representação em Tóquio e em Nova York. Atualmente também assinam a criação da marca Cori. 

Fause Haten:

moda chic autoral

Em 1987, o estilista lançou sua própria marca, a Der Haten, depois mudou para Fause Haten. Nos anos 1990, ingressou no universo dos desfiles no qual atua até hoje no São Paulo Fashion Week. Desfilou sua coleção pela primeira vez em 2000, na Semana de Moda – 7th on Sixth, em Nova York. Suas roupas para o dia e para a noite e acessórios são chiques e extravagantes. 

Samuel Cirnansck:

arte delicada

É autodidata, entrou na moda há dez anos como assistente de figurino do produtor Pazzeto, atuando em teatro e ópera. Desenvolve vestidos de noite com a técnica da moulage que parecem obras de arte – as estampas e os bordados são desenvolvidos artesanalmente. Assinou o vestido de noiva da atriz Juliana Paes. 

André Lima:

mulheres de personalidade

Nasceu em 1971, em Belém do Pará. Estudou moda em Paris e trabalhou para grandes marcas como Equilíbrio, Blue Man e Cavalera. Seu estilo é universal, mas privilegia a identidade brasileira com o uso de estampas. As peças se adaptam ao corpo da mulher, valorizando a sensualidade. O processo criativo começa pela fabricação da matéria-prima em parceria com as indústrias têxteis e os artesãos, para em seguida ser recriado em tramas, cores, tecidos e formas. 

Farm:

estilo de vida carioca

A Farm começou vendendo em um estande na Babilônia Feira Hype. Em 1999, abriu sua primeira loja no Rio. Estampas coloridas, moda praia feminina, jovem e confortável faz da marca de Kátia Bastos e Marcello Barros um sucesso de vendas que já conta com lojas em Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, Brasília e Salvador. 

Isabela Capeto:

detalhes artesanais modernos

Sua moda feminina é para uma mulher romântica que gosta de detalhes artesanais e modernos. As peças são feitas à mão, com bordados, tingimentos, plissados e aplicações de rendas, paetês, tules e passamanarias. A carioca Isabela Capeto conquistou seu espaço na moda nacional e internacional. 

Adriana Barra:

feminino retrô nos longos estampados

Peças com estampas exclusivas (alegres, coloridas, praianas e florais) e customizadas com modelagem simples e versáteis. Roupas em dupla face que podem ter várias amarrações diferentes fizeram de Adriana Barra e seu estilo leve e feminino um sucesso. 

Jefferson Kulig:

novos caminhos na moda e arte

O estilista paranaense trabalha com a experimentação da forma, associando o universo da moda ao das artes. Através de parceria com a Rhodia, desenvolveu um tecido de tecnologia, chamado por ele de “borracha”. Nervuras e cordões, tecidos tecnológicos e corte a laser são constantes em seu trabalho. É um experimentalista.

 

E a moda dos próximos 50 anos?

 No século 21, a moda pode ser copiada, criada, customizada ou resgatada. Época em que não há o “certo” nem o “errado”.

Published in: on 17 de setembro de 2009 at 8:37  Deixe um comentário