A – C

A

Aba – Parte anexa pendente de certas peças do vestuário. É também o nome que se dá ao rebordo do chapéu.

Abadá – Camisolão largo, comprido e de mangas curtas originário do norte da África. No Brasil é usado pelos integrantes de blocos carnavalescos como fantasia.

Abotoaduras – Peças removíveis, próprias para fechar punhos. Possuem uma haste de metal com trava e uma extremidade de formas variadas com enfeites que podem ser pedras preciosas, brasões, desenhos abstratos ou esmaltação.

Abrigo – Conjunto de calça e blusão, quase sempre confeccionado de moletom ou náilon, que é usado geralmente para atividades esportivas.

Acessórios Grande número de itens que compõem os trajes femininos e masculinos. Entre eles bijuterias, bolsas, cintos, relógios, lenços, etc. A partir dos anos 1980, ganharam destaque principalmente no guarda-roupa das mulheres.

Acetato – É uma fibra artificial feita de celulose, obtida por processo semelhante ao da viscose, utilizada como substituta da seda natural. Não reage bem aos processos normais de tingimento.

Acolchoado – Tecido de algodão em formato quadrado que deixa partes em relevo. Veja também matelassê.

Acrílico (Poliacrílico) – Fibra sintética que melhor substitui a lã.

Activewear – Essa expressão inglesa foi criada para se referir às roupas do tipo esportivas. Mas atualmente o termo sportswear é mais usado para identificar esses produtos para esportes.

Adamascado – Esse tecido possui desenhos brilhantes e opacos em sua constituição e aparece sempre em coleções com inspiração no Oriente. Pode ser de seda, raiom, linho ou algodão. É muito usado nas roupas femininas.

Afro – O estilo de moda traz trajes, tecidos e até os tipos de cabelo inspirados na África. A influência africana teve uma explosão fashion em meados do século 20, quando o estilo black power tomou conta dos movimentos de valorização dos descendentes africanos. Depois vieram os rastafári e constantemente os estilistas vão buscar novas ideias para suas coleções nesse gênero.

Agasalho – Conjunto de calça e blusa de mangas compridas usado para a prática esportiva. Pode ser confeccionado com moletom, helanca ou náilon. Também é conhecido por abrigo, training, jogging e moletom.

Albene – Tecido produzido com fio de acetato opaco.

Alfaitaria – Oficina onde são produzidas peças com cortes masculinos, como paletós, calças, camisas e coletes sob medida.

Alfinete – Pequena haste fina de metal com ponta que serve para prender objetos. O alfinete tem vários tamanhos e formatos. Eles podem ser finos e médios com cabeças pequenas e chatas, para marcar peças de roupa para a costura, curtos com cabeças de plástico colorido, para colocar em quadros de cortiça ou mapas de localização. Também há aqueles que seguram as fraldas de criança, com duas hastes e uma cabeça com encaixes, que liga os dois lados. Nos anos 1940, os homens começaram a enfeitar suas gravatas com alfinetes de ponta de pérola ou pedra preciosa e as mulheres colocavam em seus chapéus para torná-los ainda mais femininos. O alfinete pode ser acoplado a botons e também vira broche. Já os punks, na década de 1980, lançaram moda ao usar esses apetrechos adornando seu próprio corpo, como no nariz, na barriga, nas sobrancelhas e muitos outros inimagináveis.

Algodão – É uma fibra natural que serve de matéria-prima para a produção de vários outros tecidos. Também conhecido como cotton (terminologia em inglês).

Algodão egípcio – Mais durável e macio do que o algodão convencional.

Algodão penteado – O fio desse tecido se torna mais macio e resistente a partir do processo em que as fibras mais curtas são eliminadas.

Algodão pima – Tão apreciado quanto o algodão egípcio, esse tecido com fibras longas é encontrado apenas no Peru.

Algodão upland – De fibras curtas, o upland é o mais plantado no mundo e funciona de base para comparação de qualidade com os outros tipos de algodão.

Algodãozinho – Tecido cru feito com fibras de algodão.

Aliança – Esse é o símbolo da união e promessa de fidelidade que é trocada entre casais desde os tempos do Império Romano. O círculo sem começo nem fim representa uma ligação eterna. Hoje em dia, vários tipos de materiais entram na confecção das alianças, como ouro branco, platina, mas no início apenas o ouro amarelo era o metal usado nesse tipo de anel.

Almofadinha – Termo que designava um tipo de homem que nos anos 1920 vestia-se com muito cuidado e elegância, incluindo terno de corte tradicional, colete, chapéu tipo palheta, cabelo curto e sem muito volume.

Alpaca – Tecido genérico (Algodão/viscose) que serve como forro em peças de roupa.

Anágua – Peça de baixo feita de tecido leve e usada como se fosse uma segunda pele. Pode ser feita de linho, algodão ou musselina. A princípio, ia até a altura dos quadris e os homens a colocavam por baixo da camisa. Só na Idade Média virou uma roupa feminina, parecendo um colete. Mas, depois de ser substituída pela camisa íntima, foi alongada e se transformou em saia de baixo. Por volta do ano de 1860, entrou na moda na cor vermelha em apoio à revolução dos camisas vermelhas, de Garibaldi. Já no século 20, ficavam escondidas, apenas para disfarçar transparências. Yves Saint Laurent, em 1970, tentou renascer a peça, colocando-a aparente por baixo de saias jeans, ao estilo camponesa.

Anarruga – É um tecido de efeito encrespado, obtido através de processo químico.

Ankle boots – Modelo de botas que tomou conta do inverno 2007. Pode ser de cano curto (vai até abaixo da linha média da canela) ou sem cano (alcança o tornozelo). Os materiais variam entre camurça, couro e verniz.

Anquinha – Acessório que ficava na parte de trás das saias e vestidos das mulheres para dar volume às ancas e definir o corpo feminino. Muito usado entre 1870 a 1880, a peça se constituía de uma tela com arames, inteiriça ou em gomos, que era presa à cintura por meio de um cinto com fivela pequena. Também havia anáguas que tinham a anquinha como um enchimento costurado diretamente no tecido. Com a evolução da moda, transformou-se em uma almofadinha recheada com materiais como cortiça ou penas. Na belle époque, esse tipo de prótese posterior foi eliminado das roupas, que ganharam cortes retos.

Argyle – Estampa típica de roupas escocesas, é composta por listras e losangos coloridos. Esse padrão aparece em tricôs – feitos à mão ou à máquina – e em tecidos como lã e algodão. O desenho também pode ser obtido por meio de estamparia.

Arrastão – Tipo de meia-calça feita com malha, com ligamentos bem abertos, como se fosse uma rede de pescador.

Artsy – Estampa inspirada nas obras de arte. Os desenhos abstratos dos pintores Jackson Pollock e Mondrian estão em alta neste verão e aparecem em vestidos, blusas e calças.

Aviamento – Nome que se dá aos elementos que são pregados à roupa, como miçangas, fivelas, entretelas, fitas, botões, linhas, cós, galões e zíperes.

B

 Babado – Pedaço de tecido em tira franzida e costurada à barra de uma peça de roupa, que pode ser saia, manga de blusa, calça ou vestido. Ele pode ser de tecido e estampa diferentes.

Babuche – Chinelos fechados na frente, cobrindo o peito do pé, e sem salto, normalmente feitos de couro. Foram muito usados nos anos 1960 e 1970 e voltaram com força no começo dos anos 2000. São originários dos países árabes e conhecidos também como babuchas.

Baby-doll – Conjunto de dormir composto por blusa com short ou calcinha, feita de malha, seda ou cetim.

Baeta – Tecido felpudo feito de lã.

Baggy – Modelo de calça larga nos quadris e justa nas pernas. Foi hit nos anos 1980.

Baguete – Bolsa lançada pela marca italiana Fendi em 1997, que é retangular e fechada por uma grande fivela. O modelo recebeu esse nome porque é levado do mesmo jeito que os franceses carregam o tipo de pão baguete: debaixo do braço.

Bailarina – Tecido de malha de poliamida texturizada e gramatura média.

Bainha – Dobra da barra do tecido de calça, saia, vestido ou casaco. É um arremate que faz a diferença no acabamento da roupa.

Balonê – Saia, vestido ou short franzido na cintura, formando um balão e se fechando em direção à barra. Foi popular na década de 1950 e nos anos 1980.

Bandagem – Semelhante a ataduras, esse tecido de algodão é leve, vazado, de aspecto rústico e creponado.

Bandana – A origem da palavra vem do sânscrito bandhna, ou bandha, que significa amarrar. No Ocidente do século 19, as bandanas, de tamanho um pouco maior do que o atual, eram pedaços de pano que serviam de lenços e eram carregados nos bolsos para limpeza eventual de óculos e rosto. Os caubóis americanos usavam seus lenços amarrados no pescoço para se proteger de vento e areia, cobrindo nariz e boca. Foram os hippies que, no final da década de 1960, passaram a usar lenços coloridos em forma de echarpe como acessório, o que depois inspirou muitos roqueiros. Nos esportes, usam-se muito as bandanas enroladas e amarradas na testa para conter o suor.

Baquelite – Uma resina, descoberta pelo químico belga Leo Handrik Baekeland em 1907, que começou a ser usada em bijuterias nos anos 1920, como pulseiras, broches, fivelas e pingentes. São feitas de diversas cores e hoje em dia são objetos de colecionadores.

Barbatana – Haste removível ou não, presente em costuras de tecidos duplos que servem para dar sustentação à roupa. É usada em peças como corpetes e vestidos tomara-que-caia.

Barra – Parte inferior das roupas, que, dobrada para dentro, dá acabamento e regula o comprimento de calças, vestidos, saias, camisas, casacos e camisetas. No século 19, surgiu a barra chamada italiana, que é virada para fora. O rei Eduardo VII, da Inglaterra, em viagem diplomática a Itália, teve a ideia de erguer a barra da calça para sair na chuva sem molhar a calça. As pessoas da região pensaram que o rei estava lançando moda e passaram a usar o estilo em dias secos. Mas no mundo contemporâneo de vez em quando volta a moda da barra à mostra.

Basque – Tipo de saiote rodado, franzido ou pregueado. A origem da palavra é francesa e significa parte de uma peça de roupa que cobre os quadris a partir da cintura.

Bata – Blusa com modelagem evasê que geralmente vai até o início dos quadris. O modelo com inspiração indiana, feito de tecido fino, ficou popular na moda dos anos 1970. Esse modelo de blusa é muito usado por mulheres grávidas por acomodar bem a barriga.

Batista – Tecido fino, parecido com a cambraia de linho que foi criado no século 13 pelo tecelão Batiste Chambray. Muito usado para fazer lenços e lingeries.

Baydère – Tecido listrado de cores variadas, usado pelas dançarinas.

Belle époque – Requintados cavalheiros e damas caracterizaram esse período da história (1895-1914). Paris, chamada de “a capital do luxo”, influenciava o mundo com suas arte, música, dança e moda. As mulheres da burguesia usavam grandes chapéus, saias compridas e cintura marcada através do espartilho, difundido pelo principal estilista dessa época, o inglês Charles Frederick Worth (1825-1895), o pai da alta-costura para os estudiosos de moda. Os homens também caprichavam no visual com fraques, casacas, colarinhos engomados, coletes, chapéus ou cartolas e bengalas. No Rio de Janeiro, então capital brasileira, o centro fervilhava de comerciantes de moda, cabeleireiros e perfumistas, todos europeus, e o ponto de encontro era a Confeitaria Colombo. Em 1914, a Revolução Industrial trouxe a produção em série para as indústrias têxteis e a moda luxuosa foi ficando apenas para festas e noites de gala.

Bengala – O nome desse acessório tem origem na cidade de Bengala, na Índia, onde a matéria-prima era muito encontrada. No início, era somente um cajado feito de bambu ou junco que servia de suporte para pessoas com problemas de locomoção. A partir dos séculos 18 e 19, passou a fazer parte do traje masculino junto com o chapéu. As bengalas podiam ser encontradas em prata, osso, chifre, ouro ou madrepérola. É um acessório que dá charme e elegância a quem usa.

Blazer – Paletó com modelagem reta ou acinturada e comprimento que varia da altura do ossinho dos quadris até o alto das coxas. O blazer pretoé um curinga em qualquer guarda-roupa. O modelo azul-marinho de botões dourados é um clássico e é moda no verão 2008.

Blusê – Efeito de costura que se pode criar numa blusa ou num vestido. A parte de cima da peça é mais larga, terminando mais justa e ligeiramente franzida na cintura.

Boca-de-sino – Calça de barra ampla em forma de sino. Diferentemente da pantalona, ela se abre apenas a partir do joelho.

Boêmio chique – Estilo resgatado por famosas como a top model Kate Moss e a atriz Sienna Miller, que tem inspiração no movimento hippie e mistura peças étnicas e retrôs. Tem contrastes nas roupas entre tecidos nobres e casuais no mesmo look e aposta nos acessórios de couro ou camurça.

Boina – Gorro macio e circular, geralmente confeccionado de crochê e feltro que teve origem no auge da cultura greco-romana. Dois modelos são mais comuns de se encontrar: basco, com as bordas aparentes, e modeline, sem bordas. Na década de 1840, a boina era a última moda e era enfeitada com plumas, fitas e flores. Voltou à popularidade no período entre as duas guerras mundiais e fez sucesso também no final da década de 1960 e início de 1970, quando a atriz Faye Dunaway fez uma personagem famosa que usava boina no filme ganhador de um Oscar, Bonnie & Clyde.

Boina – Espécie de boné circular, confeccionado em jeans, veludo, ou lã. As artesanais, de tricô ou crochê, são de algodão ou lã. Há versões masculinas e femininas. Além de proteger a cabeça do frio, o acessório dá personalidade à produção.

Bolero – Casaquinho aberto, com ou sem mangas, que vai até quase a altura da cintura. Tem origem espanhola. Pode ser usado por cima de camisetas e vestidos.

Bolso faca – É embutido na diagonal das peças, como calças, shorts e saias, e pode ter barra simples ou com acabamento do tipo viés.

Bombachas – Calças bem largas típicas dos gaúchos. São afuniladas na canela, abotoadas ou não, e usadas com botas. O tecido para a confecção das bombachas geralmente é liso, mais resistente e de cor forte. Como os favos do tecido são mais simples, a poeira não acumula na roupa, e o peão, que trabalha no campo e no pasto, se suja menos.

Bordado inglês – Pequenos orifícios redondos e ovais, feitos de linha branca em fundo branco, que formam desenhos. Esse bordado faz o acabamento de roupas femininas na Europa desde o século 16, mas começou a ser industrializado só no século 19. Hoje em dia, é usado para enfeitar vestidos e peças de verão e também roupas íntimas.

Borduir – Na época de Luís XVI, esse era o nome dado aos cômodos utilizados pelas mulheres para se maquiar e vestir as anáguas. A partir do século 20, a palavra passa a ser utilizada também na moda, referindo-se à estética inspirada nas roupas íntimas dos guarda-roupas femininos. Rendas, babados e cetins compõem essas peças, que se caracterizam pelo romantismo e pela sensualidade discreta.

Botina – A botinha de cano baixo, de couro, fechada por cadarço, botões ou elástico, era moda para as mulheres no século 19, já no século 20, ficou mais popular entre as crianças. Nos anos 1970, a botina do tipo mateiro (com sola de borracha grossa, couro rústico e com pespontos à mostra, parecida com as usadas por fazendeiros e trabalhadores da roça) virou peça constante nos pés de jovens junto com o clássico jeans e camiseta.

Botonê – Tecido que remete ao côco ralado (pequenas fibras enroladas).

Bouclê – Fio de textura crespa, original do francês boucler (encaracolar).

Boxer-short – Short com cós, elástico e fendas laterais, que dão liberdade de movimentos aos lutadores de boxe. O mundo fashion se inspirou nesse estilo e criou versões femininas e infantis.

Bracelete – Espécie de pulseira usada no braço ou antebraço pelas mulheres. Era símbolo de coragem para os guerreiros teutônicos, tribo germânica do Império Romano.

Brim – Tecido super-resistente e grosso. É utlizado para a confecção de roupas, como calças, saias e casacos, e também na decoração de interiores para forração.

Brocado – Jacquard trabalhado em fios de ouro ou prata. Surgiu do francês broucart (ornamentar).

Burberry – Marca famosa que lançou um tecido impermeável criado por Thomas Burberry, no século 19. Ele reparou que os fazendeiros usavam roupas de linho, que eram frescas no verão e quentes no inverno. Baseado nisso, Burberry aplicou os mesmos princípios a outras roupas e, em 1879, desenvolveu um tecido à prova d’água que passava por um processo químico antes da tecelagem. Ele chamou o tecido de gabardine e hoje as capas Burberry de gabardine são muito desejadas e compradas no mundo todo.

C

Caban – Essa lã grossa, meio impermeável, é usada para confeccionar um agasalho de mesmo nome.

Cacharrel – Blusa de malha fria, de toque macio, com gola alta e justa ao corpo. Existem modelos de mangas curtas e compridas. A origem do nome é inexplicada e não possui relação com a grife francesa Cacharel.

Cache-coeur – Decote cruzado, também conhecido como envelope, usado em blusas com ou sem manga e em vestidos. É ótimo para algongar a silhueta e disfarçar seios grandes.

Cachecol – Tira longa e estreita, geralmente feita de lã, seda ou outro tecido. Como é enrolado no pescoço, o cachecol pode proteger do frio em dias de inverno ou servir para dar charme ao look.

Caftã – Túnica oriental comprida de mangas largas e unissex muito comum no Marrocos. No Ocidente, foi auge na era hippie por causa da grande influência que esse movimento teve da cultura oriental também na moda. Elas eram lisas e coloridas, estampadas ou rebordadas no punho, usadas despojadamente. Com sandálias baixas ou altas, babuches e até descalço. No começo dos anos 2000, alguns estilistas voltaram a usar a peça em algumas coleções.

Calça Capri – Peça feminina com o comprimento mais curto, nos tornozelos, muito usada nos anos 1950. Ela recebeu esse nome em homenagem à Ilha de Capri, balneário italiano elegante onde as mulheres passaram a usar esse estilo de calça. O estilista Emilio Pucci foi um dos primeiros a criar calças com essa modelagem.

Calção – Essa peça do guarda-roupa masculino, um tipo de short mais largo com pernas mais compridas, foi usada na Europa, no século 16 e tinha comprimentos e modelos diferentes, podendo ser bufantes ou enfeitados. Os gibões acompanhavam o calção. Com o tempo, o calção deixou de ser uma roupa diária e virou roupa debaixo ou para o banho de mar. É conhecido hoje como sunga.

Cambraia – Tecido que pode ser produzido em linho e algodão. Textura encorpada. Utilizada em vestidos delicados, mantas e enxovais de bebê.

Camelo – Os pelos de camelo compõem esse tecido que é misturado à lã e tem textura bem macia. Esse tipo de tecido é muito usado para fazer mantos.

Canelado – Tecido com listras verticais ou horizontais em relevo, semelhante ao cotelê.

Canga – Peça de tecido leve de tamanho retangular usada pelas brasileiras como saída de praia. Estampada ou lisa com franja ou adornos nas barras, a canga geralmente é vestida enrolada, amarrada lateralmente ou como frente-única. Nos anos 1980, Bali passou a ser um grande exportador de cangas para o Brasil.

Cânhamo – É do cânhamo, herbácea da mesma família da Cannabis saativa (popularmente conhecida como maconha), que esse tecido é feito. Sólido e resistente, esse material faz um tecido brilhante e suave. A extração das fibras dessa planta é parecida com a do linho e elas são usadas em tecidos finos, calçados, cortinas, cordas, rede de pesca e lonas.

Canutilho – Miçanga de forma alongada e com brilhos para enfeites e guarnições de vestuário feminino. Geralmente é usada em roupas de festa.

Canvas – Tecido forte e durável feito de algodão. Muito usado na confecção de casacos e bolsas. Originalmente era feito em linho ou hemp para confeccionar as velas dos barcos.

Capote – Capa ou casaco longo, que pode ter ou não capuz, feito de diversos tipos de tecido, de preferência pesados para proteger do frio e da chuva.

Capuz – Peça do vestuário que cobre a cabeça, geralmente encontrado em capas, casacos ou capotes. Os modelos de agasalhos de moletom e malha também trazem a peça como complemento.

Cardigã – Casaco ou suéter sem gola com abotoamento frontal. Tem o decote redondo ou em V e suas mangas são sempre compridas.

Casa de abelha – O desenho desse tecido parece com favos de mel, efeito obtido por meio da alternação do urdume e da trama.

Casaqueto – Refere-se a qualquer casaco curto, de qualquer modelo. É usado com vestidos tomara-que-caia, blusas e camisetas.

Cashmere – Lã fina e macia feita do pelo da cabra da região de Caxemira, na Ásia. O fio pode ser puro ou misturado a outras lãs e tecidos. No século 19, o termo virou sinônimo de estampa com formato de folhas de pontas curvadas, que coloria xales e túnicas indianas.

Casimira – Tecido encorpado de lã, muito usado em peças masculinas.

Cetim – Tecido brilhante, macio e liso de origem chinesa. Existem diversos tipos e composições diferentes. De acordo com a qualidade, é utilizado na alta-costura, roupas finas, moda íntima ou trajes regionais.

Cetim boucol – Tipo de cetim pesado, muito utilizado nos vestidos de noivas e na alta costura.

Cetim charmeuse – As características principais desse tecido são o brilho intenso e a trama que pode ser vista no avesso. Tem bom caimento por ser 100% poliéster.

Cetim duchese – Muito usado na alta-costura e nos vestidos de noiva, esse tipo de cetim é mais brilhante e pesado que o cetim tradicional.

Cetim peau d’ange – Mais encorpado que o comum, também conhecido como vison, este cetim possui um brilho discreto, muito usado em enxovais domésticos. Expressão vinda do francês pele de anjo.

Cetim zebeline – Pesado e de brilho acetinado é perfeito para os modelos evasê.

Challis – Nascido do hindu – toque agradável – é produzido com viscose fiada.

Chamalote – A posição do fio no tecido produz um efeito ondeado. Também chamado de lã com mistura de seda.

Chambray – Similar ao índigo, o tecido 100% algodão é feito com fios tintos de azul-claro. Sua origem francesa é a mesma da cidade de outro tecido de algodão: Cambraia.

Chamoix (Camurça)Tecido feito de qualquer matéria-prima (principalmente algodão) acabada em flanelagem. Imita a pele de camurça e o veludo.

Changeant – Parecido com o furta-cor, este tecido aparenta mudança de cor (camaleão).

Chaton – Aviamento com aspecto de pedra, tem uma das faces plana. Feito para bordar ou colar sobre o tecido.

Chemisier – Peça do guarda-roupa feminino com o corte estilo camisa. Usada como vestido.

Chenille – Felpudo de algodão utilizado em roupões e colchas.

Chiffon – Tecido extremamente leve e fino, produzido de fios muito torcidos. É feito de seda, lã ou fibras sintéticas. Tem sido utilizado quase exclusivamente para roupas de noite. Nas décadas de 1950 e 1960, lenços de chifon eram populares como acessórios de moda.

Chint – Feito de algodão, muito leve, possui um acabamento firme e brilhante. Muito utilizado em decoração de ambientes.

Chulear – Costurar o tecido para dar um acabamento nas bordas e evitar que o pano desfie.

Ciré – O ciré é o processo pelo qual a cera, aplicada através do calor e da pressão, torna os tecidos lisos e brilhantes, como o cetim, por exemplo.

Clean – A palavra significa limpo, em inglês. A partir da década de 1980, foi utilizada para definir um estilo de roupa com corte simples, feita de cashmere, seda e linho. Cores sóbrias, como preta, branca e cinza, completam o look minimalista, que tem a grife Calvin Klein como uma das principais representantes.

Cloche – Modelo de chapéu que tem a forma de um sino. O acessório foi destaque nos anos 1920.

Cloquê – Tipo piquet, com efeito de alto relevo, produzido por fios de crepe ou de encolhimento elevado.

Coenizado – Esse tecido é feito por um processo em que o forro é prensado através de calor ao tecido, deixando sua consistência mais durinha. É usado em modelos mais estruturados.

Colete – Peça do vestuário caracterizada inicialmente pela ausência de mangas, fechamento simples ou cruzado com abotoamento frontal. No final do século 19, as mulheres passaram a usar colete com saias e blusas. Modelos de estampa risca-de-giz foram moda nos anos 1960. A versão atual é curta e pode ser aberta, ter botões ou zíper.

Copa – É a parte superior do chapéu que envolve a cabeça.

Corduroy – Tecido de veludo canelado, geralmente de algodão, limpável e nas versões laváveis e stretch com elastano.

Corpete – Também conhecido como corselete, é um item do vestuário feminino que se ajusta ao peito e pode ter ou não armações de barbatana. Na Idade Média, era usado por baixo das armaduras para proteger o peito e as costas dos cavaleiros.

Cós – Tira de tecido que circunda certas peças de vestuário, principalmente calças e saias, na altura da cintura. Calças com cós alto e botões estão em alta no verão de 2007/2008.

Cotelê – É um tecido estriado, de algodão ou raiom, com pêlo de veludo. Durável, até o século XIX era associado a cavalariços e lavradores. Durante o século XIX foi utilizados para calções, casacos e trajes de caça. Tornou-se popular no século XX, em roupas informais, principalmente paletós, saias e calças.

Cotton – Do inglês algodão.

Coturno – Usado na antiguidade pelos atores de tragédias gregas, esse calçado cobria o pé e parte da perna, sendo amarrado a partir daí com cordões. Na moda contemporânea, esse nome designa botas de meio cano com cadarço trançado, muito usada por tribos urbanas, como skinheads e punks.

Coutil – Muito resistente, o coutil é feito de algodão ou linho. É utilizado em calças, sapatos etc.

Crepe – Apresenta um aspecto enrugado provocado por uma torção diferenciada em seus fios.

Crepe casca de melão – Versão pesada do crepe, porém com um lado acetinado. Utilizado em vestidos, trajes a rigor, lingerie etc.

Crepe chiffon – Tecido semelhante à musselina, quase sempre feito de poliéster, é leve e transparente, além de apresentar uma textura enrugada e fluida.

Crepe da China – Muito fino e leve, o tecido é composto por seda ou poliéster.

Crepe georgette – Tecido leve com superfície crepada. Ora trabalhado em seda, ora sintético.

Crepe koshibo – Semelhante ao georgette, no entanto mais grosso e pesado.

Crochê – Artesanato que trança fios com uma agulha de ponta em forma de gancho. O tipo de linha e o ponto utilizados formam um tecido parecido com a malha e a renda. Pode aparecer nas peças do vestuário e nos acessórios.

Croco – Couro natural ou sintético de textura inspirada na pele de crocodilo. É bastante comum em acessórios como bolsas e sapatos.

Croqui – Desenho de uma roupa ou acessório feito à mão.

Cru – Nome dado aos tecidos, geralmente de algodão, que têm um aspecto rústico.

Published in: on 2 de outubro de 2009 at 10:26  Comentários desativados em A – C