D – F

D

DebrumTipo de arremate e enfeite criado pela aplicação de fitas, galões ou tiras nas bordas de qualquer tecido.

Decote coração – Decote cortado com as clássicas formas superiores do coração. Muito usado nas blusas e nos vestidos de festa.

Decote nadadorDe inspiração esportiva, é aplicado em vestidos, blusas e tops. O decote é composto de duas alças frontais, que se unem nas costas, deixando aberta a região das escápulas. Lembra a parte de trás de um maiô de natação.

DegradêEfeito que diminui gradualmente a intensidade de uma cor. Aparece bastante nas lentes dos óculos escuros.

Délavé – Palavra francesa que em português se pronuncia “delavê”, usada para definir o aspecto desbotado de um tecido depois de algumas lavagens especiais. Desbotar o jeans já era feito desde os anos 1960, com o movimento hippie. Mas o primeiro brim délavé só começou a ser comercializado no Brasil pelas butiques e grandes lojas no início dos anos 1970.

Denim – Tecido resistente de sarja de algodão, o do tipo mais pesado é aplicado na confecção de jeanswear, com fios tingidos de índigo. O denim mais leve entra na produção de roupas sportswear. (Veja também brim, índigo e jeans.)

Devorê – Produzido com fios celulósicos e de fibras sintéticas.

Docksides – É o nome de origem inglesa dado aos sapatos de couro de solado de borracha, com costura aparente que acompanha todo o bico. Esse calçado tem origem náutica e também é chamado de boat shoe (sapato de barco).

Drapeado – Efeito produzido por dobras e pregas de um tecido. Aplica-se em blusas, vestidos e saias.

Dry fitTecido feito com poliamida e elastano, que proporciona um caimento seco (dry fit).

Duffle-coatCasaco de lã de comprimento até os quadris ou joelhos, com capuz e botões de madeira no formato oval e com pontas. Usados por viajantes do século 13 e depois adaptados por pescadores no século 15 para proteção contra chuva, tornaram-se populares na moda tanto para homens como para mulheres. YSL surpreendeu a todos ao vestir um por cima do smoking.

E

Echarpe – Palavra de origem francesa para designar lenço macio e longo feito de seda, crepe ou algodão, usado ao redor do pescoço.

Egrete – Palavra francesa que significa a pluma (geralmente da águia-pescadora ou da garça-real) que servia de adorno para o estilo de penteado chignon (coques feitos de diferentes maneiras, usados em festas) e nos chapéus, principalmente do final do século 19 até a década de 1940.

Elastano – Fio elástico usado na composição de malhas ou tecidos planos que garante conforto e permite excelente movimentação ao corpo. A Lycra, marca que pertence à Invista, virou sinônimo deste fio.

Elizabetano – Estilo da moda referente à época da Rainha Elizabeth I (1558-1603), considerado o ápice da Renascença. As roupas são suntuosas e rebordadas de pérolas.

Elmo – Capacete usado pelos soldados e cavaleiros nas armaduras medievais. Podiam ser encontrados com viseiras ou sem e ainda podiam ter no topo da cabeça uma ponta com enfeite.

Engana-mamãeTipo de maiô inteiriço, na frente, mas com as laterais recortadas. Olhado de costas, ele parece um biquíni.

Entretela – Aviamento de algodão ou fibras sintéticas, engomado, aplicado em determinadas partes das roupas, como palas, golas e alças, com a função de sustentar e estruturar as peças. A colante pode ser prensada nos tecidos pelo calor do ferro de passar.

Escarpim – Sapato de salto alto com a frente fechada. Seu bico varia do fino ao redondo. É usado no trabalho e também em festas.

Espartilho – Criado para deixar as mulheres com cintura fina no século 18, o também chamado corset era colocado sob as roupas e amarrado fortemente pelas costas. No princípio as damas da burguesia usavam a peça para se distinguir das plebeias. Com o tempo, virou lingerie, pois o acessório empina o busto feminino, deixando o corpo bem curvilíneo. Pode ser confeccionado em tecidos nobres com barbatanas para modelos de alta-costura e vestidos de noiva.

Espinha-de-peixe – Padronagem cujo aspecto lembra o esqueleto de peixe, também conhecida por chevron. Confeccionada de lã, seda e algodão, vai bem com casacos, ternos e saias.

Estola – Peça retangular que cobre os ombros e parte das costas, muito utilizada no Brasil na década de 1960 pela alta burguesia. Pode ser feita de peles de animais e tricô ou tecidos finos como crepe, seda e musselina.

Étamine – Fino e telado, à base de algodão, usado em bordados como o ponto cruz.

Étnico – Nome dado às referências de um povo ou país que aparecem nas roupas. Nações de grande riqueza natural ou expressão artística, como Índia, África e Japão, aparecem com mais frequência nas coleções dos elitistas.

Evasê – Modelagem popular nos anos 1930 com leve abertura em direção à barra. Esta forma se assemelha a um trapézio e é mais comum em vestidos e saias, mas também pode ser usada em blusas e casacos.

F

Façonné – Nomenclatura francesa do tecido jacquard.

Faille – Tecido fino e macio, ligamento tafetá, acetato ou poliéster, produz um efeito canelado.

Faixa – Tira de tecido ou malha comprida, de vários tamanhos, que pode ser usada na cabeça, no pescoço, na cintura ou nos quadris.

Fatiota – Sinônimo de roupa em geral. É um termo muito usado na região sul do Brasil.

Fedora – Chapéu de feltro com reentrância no meio da copa. É usado por homens e mulheres.

Feltro – Feito de lã, este tecido é muito utilizado em trabalhos artesanais. Pode também ser construído com pêlo animal, como o de carneiro, castor e coelho. Serve para a confecção de chapéus, casacos e revestimento de móveis.

Fenda – Abertura feita no vestuário feminino, como recurso prático, para facilitar o movimento do corpo ou como elemento de sensualidade em saias e vestidos. Em 1960, o estilista Pierre Cardin criou calças com fendas que iam dos quadris até a barra e ganhavam movimento com o caminhar das mulheres.

Fibra – Composta de filamentos, de material natural, artificial ou sintético, a fibra é a matéria-prima usada na fabricação de malhas, tecidos e feltros.

Fil-a-fil – Tecido de lã, confeccionado com fios de duas cores, geralmente uma clara e outra escura.

Fio-tinto – Tecido feito com fios coloridos, antes de ser tecido.

Fivela – Aviamento de metal composto por uma parte dentada que segura uma presilha presa a uma correia. Um dos sistemas de fechamento mais antigos desde a antiguidade foi utilizado também em armaduras na Idade Média. No reinado de Luis XVI, rei da França, as fivelas cobriam o peito do pé de tão grandes. O século 19, já tornou o aviamento enfeite de vestidos e era colocado principalmente nos cintos de caubóis americanos. Com os movimentos art nouveau e art déco, os estilistas do século 20 tornaram a fivela destaque da moda em tamanhos e formas diversos para homens e mulheres nos anos 1960 e 1970.

Flamê – Produzido com o fio flamê, apresenta pontos mais grossos e mais finos.

Flanela – Tecido 100% lã cardada, de peso leve.

Flúor – Na moda, representa cores luminosas como pink, verde, azul, amarela, roxa e laranja, utilizadas em tecidos e acessórios.

Forro – Nome do revestimento da parte interna das roupas, que pode ser feito de tecidos finos ou estruturados. Tule e voal são as melhores opções para dar volume aos vestidos e saias.

Franja – Fios ou tiras com materiais como couro, camurça, linho e algodão que são muito aplicados em peças de roupas, sapatos e acessórios. Também podem pender do próprio tecido quando for desfiado ou repicado. Dependendo do material, com que é feito e do tipo, podem remeter ao estilo caubói ou à sensualidade das roupas das melindrosas dos anos 1920.

Frente-única – Tipo de decote ou vestido aberto nas costas, com alças que se sustentam no pescoço.

Froissé – Palavra francesa que define o aspecto de amassado de alguns tecidos.

Fuseau (fusô) – Calça justa e afunilada, feita de malha ou lã, misturada com tecidos como elastano, helanca e lycra para ficar colado à perna. Antigamente, elas eram feitas com uma tira elástica que se prendia ao pé. Assim como o legging, acompanha túnicas e batas.

Fuxico – Pedaço de tecido em círculo franzido que em geral é feito de retalhos. Costurados juntos, os fuxicos podem formar roupas, tapetes e bolsas.

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Published in: on 2 de outubro de 2009 at 10:31  Comentários desativados em D – F