J – M

 J

Jabô – Ornamento de renda ou outro tecido atado à base da gola de uma blusa ou camisa e que cai sobre o peito. Os homens usaram o adereço durante o reinado do francês Luís XV, no século 18.

Jacquard – Tecido de padronagem em alto-relevo. Foi inventado pelo francês Joseph-Marie Jacquard, no final do século 18. O efeito pode ser produzido em diferentes materiais, como veludo, seda e algodão.

Japona – Tipo jaquetão feito de lã ou feltro que vai até a altura dos quadris. É uma peça inspirada num casaco chamado caban, usado por marinheiros franceses e pescadores no século 19. Chanel, no início do século 20, adotou a japona em suas coleções, depois seguida por Yves Saint Laurent.

Jaquetão – Modelo de terno com paletó transpassado, usualmente com quatro botões, que esteve muito em moda no século 20.

Jardineira – Calça, short ou saia com peitilho quadrado costurado na cintura, com alças que se cruzam e prendem atrás.

Javanesa – Tecido em ligamento tela, com fio de viscose no urdume e na trama, muito usado nas roupas femininas.

Jeans – Nomenclatura em inglês da fusão entre algodão e ligamento sarja, ou seja, igual a brim, denim, coutil, atualmente na cor azul. Jeans na gíria inglesa significa calça, macacão etc.

Jérsei – Tecido de malha simples, macio e elástico. O nome vem de onde foi fabricado pela primeira vez: a ilha de Jersey, na Inglaterra. No século XXI, é feito de algodão, náilon, raiom, lã e fibras sintéticas.

Jodhpur – Uma calça de modelagem ampla nos quadris e afunilada nas pernas é uma das peças-chave para o inverno de 2009. De origem indiana, a calça recebeu o mesmo nome de uma cidade da Índia. Diz a história que o rei Jodhpur, de Rajastán, criou a calça em 1870 para melhorar sua atividade equestre, pois facilitava os movimentos entre as pernas, dando-lhe conforto ao galopar. Logo, os ingleses, colonizadores da Índia, cavaleiros por excelência, incorporaram a calça em suas vestimentas.

Jogging – Conjunto de calça e blusão de mangas compridas, em geral confeccionado de moletom ou náilon e usado em atividades esportivas. Desde a década de 1970, as pessoas vestem essa roupa informalmente entre amigos ou passeios de fim de semana. No início dos anos 1980, o termo moletom substituiu a forma popular para se chamar o conjunto e algumas marcas lançaram modelos mais chiques para sair para dançar. Também conhecido como training ou abrigo.

K

Kelly – Modelo de bolsa muito famoso da grife Hermès, criado em 1935, e rebatizado em 1955 com o nome da atriz Grace Kelly, a princesa de Mônaco, que adorava usar esse tipo de bolsa. Um caro objeto de cobiça até hoje, a Kelly é produzida de várias cores e tamanhos.

Kilt – Saias pregueadas e arrematadas com fivelas ou grandes alfinetes. Feitas de lã e de diversos xadrezes, elas eram características de trajes masculinos na Escócia. Os homens escoceses usavam a peça com os desenhos para representar o clã (família, casta ou tribo) ao qual pertenciam.

L

Lã – Fibra natural de origem animal, obtida do pêlo das ovelhas domésticas e camelos.

Laço – Tipo de armação com nó que se desata com facilidade. Normalmente é feito com uma laçada só, mas também aparece com duas ou mais voltas e em diferentes tamanhos, dependendo da necessidade de volume do adorno e da aplicação.

Laise – Tecido de algodão, muito leve, com aplicações de bordados.

Lamê – Com acabamento liso ou jacquard, o lamê prima pelos fios metálicos, como ouro e prata. É bastante utilizado em roupas de mulheres e carnavalescas.

Lantejoulas – Pequenos discos brilhantes, inicialmente feitos de metal, que entraram na moda na década de 1940. Hoje, esses enfeites são produzidos de diversos materiais sintéticos e, dependendo da cor e do tamanho, ornamentam tanto o vestido de noite quanto a fantasia de Carnaval. Também conhecidas no Brasil como paetês, essas pecinhas brilhantes caem bem em acessórios, como bolsas, sapatos, cintos e chapéus.

Lapela – Parte que enfeita a dianteira de blazers, ternos e casacos, dobrada sobre si mesma ou virada para trás. Também pode aparecer em vestidos e macacões.

Legging – Colante, ela pode ser confeccionada com lycra, helanca ou tecidos com elastano, em geral. Foi febre nos anos 1980 e voltou com tudo à moda em 2007.

Leque – Objeto de abano usado para diminuir o calor. Originário de civilizações antigas, a versão dobrável só apareceu na Europa no século 15. O charme do uso do acessório se deu no século 16, quando então artistas passaram a pintá-los e adorná-los. A partir do século 17, usaram-se materiais mais nobres na sua confecção e o sândalo foi posto nas varetas para perfumar. No século 18, a crescente importância do leque fez pintores famosos trabalharem na decoração dos panos do leque, que eram feitos com casca de tartaruga ou madrepérola e enfeitados com renda, sedas e plumas. A forma de abrir, fechar e mover o leque também fez parte da moda. As damas flertavam com os cavalheiros através do leque com códigos de sinais que expressavam seus desejos. China, Japão e Espanha são países que têm o hábito de usar o leque, seja como acessório de roupas, seja para danças folclóricas. O leque alcançou seu auge no século 19, mas voltou a ser um auxílio para refrescar os dias quentes no século 20.

Libré – È um tipo de capa sem mangas, com aberturas nas cavas, por onde passam os braços. Na frente, é presa apenas no colarinho, deixando aparecer a roupa de baixo na parte do peito. Geralmente, os membros de confrarias usam na participação de alguma função religiosa solene, e pelas pessoas de algumas cortes ao realizarem suas funções. As cores e o modelo da libré variam conforme os usos e costumes de cada corte.

Lingerie – A palavra denomina o conjunto de peças íntimas das mulheres. Antigamente os sutiãs e calcinhas eram todas brancas, por isso o nome deriva de linge, que em francês significa roupas brancas de higiene pessoal ou de limpeza.

Linha A – Idealização de Chistian Dior em 1955, para um tipo de roupa que se caracteriza por uma silhueta de ombros estreitos, cintura baixa e saia em evasê.

Linha H – O estilista Christian Dior foi o responsável por criar essa moda em 1954. As características desse estilo são peças de cintura bem marcada, com quadris e parte superior estreitos e definidos.

Linha princesa – Os vestidos desse estilo são sem corte na cintura, ajustados no peito com saia reta ou com forma mais volumosa. Antigamente eram usados com anquinhas para dar volume à parte anterior. O auge dessa moda foi no século 19.

Linha T – Típica dos anos 1980, essa forma de vestuário feminino se caracteriza pelas linhas retas na zona do tronco, com grandes ombreiras, saias tipo tubos e mangas de ângulos retos, dando à peça (vestido ou casaco) um aspecto unificado.

Linho – Rústica, o tecido é uma fibra vegetal surgida do talo do linho. Quando incorporado à viscose, ele fica bastante vulnerável ao tingimento

Listras – O modelo clássico com essa trama são peças no estilo náutico, baseado nas roupas de marinheiros. Na Idade Média, porém, as listras eram usadas por pessoas marginalizadas da sociedade, como loucos, doentes contagiosos e exilados. Somente no século 15, passaram a surgir detalhes de listras discretos em roupas e, no século 19, as listras estiveram no auge da moda.

Lona – Tecido plano de algodão muito pesado, forte e resistente, usado para fazer barracas, coberturas, estofados, encerados, capas em geral, bolsas e sapatos. Pode ser encontrado também em produtos sportswear.

Lonita – Tecido consistente de algodão liso, listrado ou xadrez, muito bom na confecção de jaquetas e jogos americanos.

Lurex – Trata-se do brilho que é composto por fios metalizados incorporados à trama. Pode ser aplicado em vários tipos de tecido para a confecção de vestidos, blusas, saias e casacos. É usado em peças inteiras ou apenas em detalhes.

Lycra – Fibra sintética também chamada de elastano. Pode ser esticada de quatro a sete vezes o seu tamanho. Resistente ao sol e água salgada, ela mantém sua característica de comprimento ao passar do tempo.

M

Macacão – Amplo, inteiriço e confortável, é feito com tecidos que vão do brim à viscolycra. Os comprimentos e formatos também variam – do tomara-que-caia ao modelo jardineira.

Macramê – Técnica de entrelaçamento de fios naturais, barbantes ou cordas que permite formar vários desenhos, muito usada na confecção de passamanaria, coletes e acessórios, como bolsas e cintos. As bolsas de macramê foram sucesso na moda hippie dos anos 1970 e também em 1980.

Madras – Tecido de seda e algodão com listras de larguras variadas que formam grandes xadrezes. Sua origem é indiana e recebeu esse nome por ser fabricado pela primeira vez na cidade de mesmo nome. O madras é usado tanto na alta-costura como no de prêt-à-porter.

Madrepérola – Matéria-prima calcária, iridescente, encontrada na concha dos moluscos. Tem efeito nacarado e reveste botões, bijuterias e enfeites para cabelo.

Malha – O entrelaçamento de anéis de um fio têxtil, seja através de laçadas ou nós, forma esse tecido flexível muito usado em roupas masculinas e femininas. Manualmente ou à máquina, pode ser confeccionado de lã, algodão ou fibras sintéticas, dependendo da estação do ano. É sinônimo dos trajes de bailarinas, blusões ou pulôveres.

Manga – Parte de uma peça de vestimenta onde se encaixam os braços. Existem vários tipos de mangas: bufante, japonesa, morcego, presunto, raglã e três-quartos.

Manga bufanteCom volume, essa manga é franzida na altura da cava, do punho ou dos dois. Na moda desde o século 15, ainda hoje aparece em vestidos, batas e blusas.

Manga japonesaEsse tipo de manga é curta num prolongamento do ombro, não possui cava e é muito usada nos trajes das mulheres japonesas.

Manga morcegoCortada como extensão do corpete de um vestido, blusa ou casaco, essa manga não tem recorte no ombro, deixando a cava profunda e larga, o que lembra as asas de um morcego. Muito usada nas décadas de 1930 e 1970, ainda hoje é revisitada por estilistas do mundo todo.

Manga presuntoEssa manga tem um grande volume que vai do ombro ao cotovelo e ajusta-se do cotovelo ao punho, assemelhando-se ao formato de um presunto com osso. De 1880 a 1890, foi uma das mais usadas nos trajes femininos. No século 20, ainda recebeu algumas versões.

Manga raglãEsse modelo de manga, além de menos estruturado, dá maior mobilidade ao braço, pois é cortado nas costuras diagonais da gola até a cava de casacos, blusas e mantôs. O nome foi uma homenagem ao lorde e comandante britânico Raglan (1778-1855), que, devido ao frio que seus soldados passavam na Guerra da Criméia, aconselhou seus homens a improvisar agasalhos cortando cobertores. A forma como as costuras foram feitas suavizou as linhas dos ombros dos uniformes.

Mangas três-quartos – Manga que vai do ombro até a altura do cotovelo.

Mantô – Casaco de inverno vestido por homens e mulheres por cima das roupas. Geralmente, é confeccionado com lã e existe em comprimento longo e ¾.

Matelassê – Tecido jacquard ou maquinetado acolchoado, muito usado nas colchas e edredons.

Maxibolsa – Bolsa grande, ideal para o dia-a-dia. O tamanho deve ser compatível com a altura. As baixinhas podem optar pela menor das máxis, com cercade 40 cm de largura.

Maxipull – Versão de tamanho grande do pulôver – peça de tricô unissex, larga e confortável, com decote em V ou U e sem abertura frontal – que ganhou modelagem feminina, ajustado na cintura e usado também como minivestido. Pode ser confeccionado com pontos lisos ou trabalhados.

Maxissaia – Compridas até os tornozelos ou pé, ela surgiu na moda nos anos 1960. Geralmente é usada com botas.

Meia-calçaPeça única que cobre pés, pernas e quadris e tem efeito de transparência, no caso das feitas com fios de náilon. As de lã servem para proteger do frio e adornar. O modelo de meia inteira surgiu nos anos 1960 para ser usado com minissaias e, atualmente, é encontrado em diversas versões de cores, padronagens e espessuras de fio.

Meia-pataTipo de sandália cujo solado é mais grosso na parte da frente, como uma plataforma.

Miçanga – Aviamento pequeno, redondo e colorido, feito de vidro ou acrílico, que possui um furo no centro. Eles servem para dar efeitos especiais e texturas nos bordados.

Microfibra – Qualquer fibra sintética mais fina do que a seda. Os tecidos feitos com essa fibra possuem características de leveza e duarabilidade.

Minissaia – Criada nos anos 1960 pelo francês André Courrèges e pela inglesa Mary Quant, a roupa foi um escândalo mundial. Teve seu uso condenado pelo Vaticano em 1967, mas ela continua em alta até hoje, e tem versões com babados e pregas, entre outras.

Mocassim – Mockasin era como os índios norte-americanos chamavam os sapatos que faziam de couro leve, costurados com pontos largos e solado baixo, e que eram calçados facilmente, bastando apenas encaixar o pé dentro deles. A partir do século 20, esses modelos foram incrementados e ganharam várias versões.

Modal – O tecido é um tipo de microfibra feita a partir de fibras artificiais com grande poder de absorção, por isso é muito usado para a confecção de roupas para o esporte. Ao ser combinado com um linho mescla 50/50, mantém a característica do linho puro.

Moletom – Tipo de malha aflanelada e quente, de lã, algodão ou poliéster misto, feita com entrelaçamentos flutuantes. Usado em peças esportivas, infantis e até mesmo para estofamentos.

Moulage – Nome dado à técnica de modelagem em que as roupas são feitas com o tecido direto no corpo ou no manequim.

Mousse – A palavra, que em francês significa espuma, tem dois conceitos. Como produto de beleza, é uma espuma que modela cabelos; e na moda, é um material de enchimento na fabricação de calçados.

Musselina – Tecido muito leve e transparente, com toque macio e fluido.

Published in: on 2 de outubro de 2009 at 10:35  Comentários desativados em J – M