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Náilon – Fibra sintética descoberta em 1935 pelo químico americano Wallave Carothers, da Dupont. Apresenta elasticidade e resistência e é aplicada na confecção de meias, roupas íntimas e casacos. O fio de náilon é usado em armações de roupas e na produção de bijuterias.

Napa – Espécie de pelica fina e macia, feita a partir do couro do carneiro. De diversas cores, a napa faz luvas, bolsas e outros acessórios.

Navy – Palavra inglesa para designar uma das três Forças Armadas, a Marinha. No universo da moda, refere-se às peças inspiradas no náutico. Listras, em vermelho, azul-marinho e branco, e aplicação de aviamentos, como cordas, correntes e botões dourados, são as características mais associadas ao estilo.

Nécessaire – A bolsinha de nome francês, que significa necessária ou indispensável, é companheira inseparável das mulheres, porque pode carregar bijuterias, maquiagem, remédios e tudo o que couber dentro. Feita de diversos materiais, geralmente é fechada por um zíper.

Negligê – Essa peça de roupa feminina, de tecido leve e algumas vezes transparente, passou a ser usada pelas mulheres, no século 19, enquanto ficavam em casa sem o espartilho, saíam do banho ou da cama. A roupa também faz parte do fetiche masculino.

Neoprene – Material sintético, semelhante a uma esponja, com espessura que varia de 1,5 mm a 1 cm. É usado na confecção de roupas de surfistas e mergulhadores. O nome é uma marca registrada para a borracha sintética descoberta em 1931. Hoje, ele aparece em peças esportivas e urbanas.

Nervura – Dobra fina ou prega que se destaca num tecido e forma uma listra ou desenhos. No lugar em que se faz a nervura o pano afunila.

Nesga – Peça de tecido triangular que é adicionada a uma roupa para decorar e dar maior amplidão ao modelo. No século 19, foi muito usada em saias e nos anos 1970 era colocada na parte debaixo das calças jeans boca-de-sino.

Nobuck – Couro de aspecto acamurçado, que é obtido através de lixas na hora do acabamento. Confecciona calçados, bolsas, cintos e até alguns modelos de tênis.

O

Obi – Faixa larga de tecido usada na cintura como complemento de quimonos japoneses. Muitos estilistas têm criado novas versões da peça em suas coleções.

Óculos – Inventados no final do século 13, os óculos eram redondos, de grau e usados presos no nariz, pois as hastes atrás das orelhas só começaram a ser usadas no século 18 e as lentes ovais surgiram no século 19. As pessoas tinham certo receio de se mostrar em público de óculos. Com o aperfeiçoamento de materiais tecnológicos, os óculos vieram quadrados, retangulares, estilo gatinho e muitos outros. Lentes, do tipo antirreflexo, antiembaçantes facilitaram a vida moderna e inseriram os óculos de grau como um acessório do vestuário. Grifes famosas de roupas entraram com tudo nesse nicho e hoje o uso dos óculos também acompanha a moda.

Odalisca – Nome dado à escrava do sultão na Turquia. Suas vestimentas típicas eram calça bufante de tecido leve ou transparente presa nos tornozelos por elástico. Um corpete bordado e sapatilhas, além do véu, complementam essa roupa. Esse traje é também muito usado como fantasia no Carnaval brasileiro, mas às vezes os estilistas se inspiram nesse estilo para criar algumas peças para o guarda-roupa feminino.

Off-WhiteEspécie de “branco sujo”, o tom é um meio-termo entre o branco puro e o gelo.

Ombreiras – Almofadas de formas e tamanhos diferentes, recheadas de algodão ou espuma e costuradas na parte interna dos ombros de vestidos, blusas, casacos, jaquetas, paletós e camisas. Aumentam os ombros e deixam a pessoa com silhueta do tipo triângulo invertido. Nos anos 1920, as ombreiras eram usadas apenas em paletós masculinos. Joan Crawford (atriz americana que geralmente fazia papel de vilã nos filmes) ganhou do estilista Adrian um paletó com ombreiras para compor seu visual de mulher poderosa no início de 1930. Esse artifício ainda perdurou na moda até os anos 1940 e nos anos 1980 as ombreiras voltaram e ganharam tamanhos exagerados.

Ônix – Pedra de cor escura, parecida com ágata, que os indianos e os persas usam como amuleto contra o mau-olhado. Acredita-se que ele ajuda a fortalecer a estrutura óssea, o coração e os olhos.

Organdi – Tecido semelhante à musselina, só que com acabamento engomado (toque encorpado).

Organza – Tecido enrijecido com a própria goma da seda. Fina e transparente, em geral de fio poliamida, é mais encorpada que o organdi. No mercado, existe a organza de filamento sintético, como o poliéster, que é endurecida por processo químico. Essa tela é encontrada também bordada (laise) ou estampada. Utilizada em vestuário feminino.

Oxford – Originário de Oxford, Inglaterra, feito de algodão, com desenho tafetá, e variações de poliéster. 

Oxford (calça) – As calças estilo oxford eram usadas pelos estudantes da Universidade de Oxford, Inglaterra, na década de 1920. Semelhantes às pantalonas dos anos 1970, a boca de barra dobrada podia medir 50 cm

P

Paetês – Partículas brilhantes usadas para bordar peças de roupa ou fantasias de Carnaval. O tamanho e o formato são variáveis. Vão dos miúdos e redondos aos grandes e quadrados.

Pala – Parte recortada de vestido, saia, blusa ou calça, posicionada entre o ombro e a cava, entre a cintura e os quadris, ou entre a cintura e o busto. Pode ser destacável, tornando-se uma peça única.

Paletó – Casaco masculino com bolsos externos que vai até os quadris e é próprio para ocasiões formais, usado com calça, colete e camisa, complementando o terno. Pode ser confeccionado com tecidos pesados para o inverno e linho para o verão. No início do século 19, essa peça surgiu semelhante ao casaco de montaria, com abotoamento simples e recorte na altura da cintura. Já em meados daquele século, virou um casaquinho feminino, ajustado ao corpo, de comprimento três quartos ou até a cintura, feito de cashmere ou lã, adornado de bordados.

Pantacourt – Pantalona curta, franzida nos joelhos e presa na barra por botões ou fivelas. Existem versões atuais com boca larga, lembrando um bermudão. No Brasil, ela foi apresentada pela primeira vez em 1972, durante um desfile do estilista francês André Courrèges.

Pantalona – Modelo de calças compridas com bocas abertas. A origem remete aos anos 1970.

Pareô – Espécie de canga de praia com estampas grandes e coloridas, originário do Taiti, onde era usado por homens e mulheres. No século 20, o estilista francês Jacques Heim (1899-1967), vestiu sua versão da roupa no balneário Biarritz e depois mostrou diversas formas de usá-la em suas coleções.

Parka – Casaco com capuz, amplo e impermeável, usado em regiões frias. Os modelos de tactel e náilon são os mais comuns, mas atualmente ela pode ser encontrada em tecidos finos, como seda, cetim e organza.

Passamanaria – Feito com passamanes (fitas, franjas, galões ou bordados), esse trabalho enfeitava fardas, cortinas e estofados. Na década de 1930, Chanel usou a técnica para adornar as bordas de seus costumes.

Patchwork – Tecido de qualquer matéria-prima, composto de vários pedaços de tecidos costurados juntos.

Peep toeA expressão vem do inglês peep, que quer dizer “espiada”, e toe, “dedo”. São sapatos abertos na ponta, que deixam à mostra pelo menos um dos dedos do pé. Pode ter salto alto ou rasteiro.

Peitilho – Peça fixa ou removível do vestuário que se apresenta sobre o busto. Pode ser de tecido diferente do restante do modelo. Os mais sofisticados apresentam bordados ou pedrarias.

Pele sintéticaFeita da mistura de acrílico e poliéster, ela imita pelo de bichos. Pode ser usada para fazer acabamento de golas e punhos ou em acessórios, como sapatos e bolsas. É uma ótima alternativa para evitar o sacrifício de animais. 

Pelerine – Espécie de gola ampla ou capa que cobre os ombros. Muito usada no passado pelos peregrinos (pélerins, em francês) esteve no auge da moda em várias épocas como peça única ou detalhe de modelos.

Pence – Prega pequena costurada no avesso da roupa que vai se estreitando. É usada para apertar as peças de roupa para ajustá-la ao corpo.

Percal – Tecido para lençol, extremamente macio, feito com fio penteado.

Perfecto – Jaqueta de couro com acabamento de zíper frontal, criada em 1937 pelo americano John Perfecto. Conta com versões feminina e masculina. É associada ao visual dos motociclistas.

Pied-de-coqTermo francês que significa pé de galo. Estampa com o mesmo desenho que o pie-de-poule, só que mais graúda.

Pied-pouleEstampa miúda, que lembra quadradinhos, comum nas cores branca e preta. De perto, os desenhos parecem pegadas de galinha (a expressão em francês significa “pé-de-galinha”) Surgiu na Europa, na Revolução Industrial.

Pin-upFotografias e pinturas de mulheres em poses sensuais, que surgiram a partir de 1940. As imagens trazem um erotismo leve que torna as modelos atraentes. As top models costumam desfilar nas passarelas com olhares e bocas no estilo pin-up para também passar a sensualidade das roupas.

Piquet – Tecido pesado com desenhos em forma de losango.

Plastron – Nervuras verticais que enfeitam a camisa do smoking.

Plataforma – Por ter base grossa e alta, este salto garante o conforto e a sustentação. É ideal para usar com saias godês, vestidos volumosos e calça jeans de boca larga. Deve ser evitada em looks formais.

Plush – Tecido também conhecido como veludo gratê. Criado sobre malha, que recebe acabamento aflanelado, tem os fios retirados da superfície do tecido. Pode ser chamado de veludo molhado.

Poás – Padronagem de bolinhas, dispostas de modo uniforme em tecidos como algodão, linho, seda e vinil.

Polainas – Peça que cobre a parte inferior da perna e a parte superior do pé, pode ser confeccionada de couro, lã ou tecido e servia, nos séculos 18 e 19, para proteger calçados ou aquecer no frio. No século 20, foram muito usadas como assessórios para roupas de ginástica para manter as pernas de atletas e dançarinos aquecidas.Já nos anos 1980, foram febre na moda das roupas dos jovens que enchiam as pistas discotecas e boates da época.

Poliéster – Fibra sintética, também conhecida como tergal. Sua característica é de pouca absorção de umidade.

Polo – Camisa de malha de piquê de algodão criada pelo tenista René Lacoste em 1933. A primeira versão da polo branca, de mangas curtas e com um bordado de crocodilo que tornaria a grife mundialmente famosa. Mais tarde, ícones de elegância, como Audrey Hepburn e Jacqueline Kennedy, adotaram a peça e ajudaram a difundi-la como item fashion não apenas para esportistas.

Popeline – Feita com um fio de algodão de menor qualidade que o algodão penteado.

Prega – É uma dobra feita no tecido para dar forma à roupa. A embutida ou fêmea é curta, inserida na parte de trás da saia, perto da bainha, para dar mobilidade à mulher na hora de andar. Diferentemente dela, a prega macho é formada por duas dobras viradas para dentro e ficam de frente uma para a outra. A prega faca é estreita, passada a ferro, para formar vincos em saias ou vestidos.

Prêt-à-porterExpressão francesa que significa “pronto para vestir”. São linhas de roupa mais acessíveis ao público, pois não são feitas sob medida como na alta-costura. Elas têm tamanho específico e são vendidas em lojas e butiques.

Pretinho básicoA peça-chave de qualquer guarda-roupa feminino tornou-se famoso a partir do século 20. Dizem que toda mulher está bem-vestida se coloca um vestido preto e alguns acessórios elegantes. Chanel foi a primeira a lançar a peça e Givenchy arrasou ao vestir Audrey Hepburn no cinema, inspirando muitos estilistas atuais depois disso.

Punho – É o término das mangas, que envolve os pulsos ou o antebraço. Seu fechamento pode ser por botões ou elástico.

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Published in: on 2 de outubro de 2009 at 10:37  Comentários desativados em N – P