Q – S

Q

Quepe – Chapéu do tipo boné, porém com volume e armações internas, usado por militares.

Quimono – Túnica solta, com mangas largas, transpassada na frente e presa por uma faixa larga na cintura. É uma roupa muito tradicional do Japão e ainda inspira muitos estilistas.

Quíton – Traje grego feito de um pedaço grande e retangular de tecido, que era enrolado no corpo e preso num dos ombros. Geralmente, usava-se um cinto abaixo ou acima da cintura para segurá-lo. Há uma variação da vestimenta em que se unem as extremidades superiores de dois pedaços de pano, com presilhas ao longo dos braços, formando mangas. Alguns dicionários já aceitam a forma aportuguesada do termo: quitão.

R

Raiom (rayon) – Nome de uma fibra artificial de origem norte-americana criada a partir da celulose e da pesquisa que o conde francês Hilaire Chardonnet (1839-1924) fez para encontrar um substituto para a seda natural. Com o nome de seda Chardonnet, dado pelo criador reconhecido dessa fibra, logo teve de mudar, pois foi proibido por lei chamá-la de seda. Os americanos, então, deram o nome de rayon à fibra. É um material de alta absorção de líquidos e tinge com facilidade, além de ter um bom caimento. No final da década de 1920, o tecido foi usado para confeccionar camisolas e outras peças de dormir. Um tecido artificial que se parece com raiom é a viscose.

Rasteira – Chinelo de dedo ou sandália baixa, com solado fino e reto.

Regata – Camiseta decotada, sem mangas com as cavas grandes. É a preferida no verão por homens, mulheres e crianças. O algodão foi o primeiro tecido usado para fazer regatas. Com o tempo, elas se tornaram peças ideais para a prática de esportes, ganharam cores, tecidos diversos e entraram de vez no mundo fashion.

Renda – Tecido delicado feito à mão ou à máquina, cujos fios entrelaçados formam desenhos. É utilizado em camisas, saias, vestidos de noiva e lingeries.

Renda de filé –  Tipo de renda francesa cuja trama parece a da rede de pescadores e tem muita procura no Brasil. No Nordeste há grande produção dessa renda. É muito usada em xales, saídas-de-praia e lenços.

Renda Renascença – De inspiração renascentista, é feita à mão com agulha de costura. Tem motivos florais em ponto cheio e pequenos orifícios, contornados por barras em detalhes vazados.

Retrô – Os franceses usaram essa palavra (rétro), que significa antiquado, para representar as  modelagens de roupas de outras décadas e que voltam de vez em quando à moda.

Risca-de-giz –Clássico da alfaitaria, esse tecido traz riscas finas, verticais e paralelas, com distâncias regulares, podendo ir no máximo a dois centímetros. Geralmente as riscas são claras sobre um fundo escuro.

Rocker – Estilo relacionado aos amantes do rock e caracterizado pelo uso de camisetas, roupas de cores escuras, peças de couro e acessórios metalizados. O estilo tem ares de modernidade e transgressão.

S

Saia Godê – Peça de cintura marcada e caimento volumoso. Virou moda quando o estilista Christian Dior criou o New Look, em 1947, com uma saia nesse corte.

Saia Tulipa – Também chamada de saia-bolha, sua criação é atribuída ao estilista Pierre Cardin, no final da década de 1950. Ela é mais estreita na barra e ligeiramente fofa logo abaixo do cós, graças às pregas.

Salto alto – É um salto muito usado em calçados femininos. Ele é um símbolo de elegância e fetiche. Alonga as pernas e ajuda a deixar as mulheres mais altas e esbeltas. Há vários tipos de salto, alguns são mais fáceis de usar como o salto Anabela, por ser tipo inteiriço, ou Luis XV, de largura maior.

Salto anabela – Original dos anos 1930, esse estilo de salto começa mais alto no calcanhar e diminui até a parte frontal do pé. Varia na altura. Os de corda e cortiça vão ser moda no verão de 2008.

Salto Sabrina – Salto médio em estilo carretel que ganhou esse nome quando apareceu nos pés de Audrey Hepburn no filme Sabrina e fez sucesso entre as mulheres. O modelo de Salvatore na telona acompanhava as roupas chiques de Givenchy.

Sapatênis – Uma boa solução para o tempo moderno, o sapatênis reúne o clássico sapato de couro e o conforto do tênis. Surgido no final do século 20, eles podem ser feitos de diferentes texturas, como lona, brim, napa, couro, borracha e até plástico. Os modelos também são bem variados, inclusive na forma de fechamento, têm não só cadarços, como velcro e fivelas também.

Sapatilhas – Calçado feminino baixo feito de couro, verniz ou borracha. Era usado só por homens nobres, mas, a partir do século 20, as mulheres aderiram à peça. O modelo com bico redondo é inspirado nos calçados usados pelas bailarinas.

Sapatos masculinos – Eles foram popularizados por Greta Garbo e Marlene Dietrich nos anos 1930, e ganharam lugar definitivo no guarda-roupa feminino no final dos anos 1970, de carona na estética andrógina. Podem ser do tipo mocassim, oxford (o clássico modelo de amarrar) e brogue (com pequenas perfurações e pespontos decorativos na ponta e no calcanhar). As versões mais modernas ganharam também aplicações de pedras, tachas e bordados.

Sári – Traje bem colorido usado pelas mulheres indianas e confeccionado de seda ou algodão. Ele envolve o corpo em drapeados e termina com uma ponta jogada por sobre os ombros.

Sarja – Tecido trançado de fio penteado, originariamente feito de seda ou lã. No século XIX, a sarja era utilizada para confeccionar fardas militares e, mais para o final do século, era feita em vários pesos, para vestidos, roupas de banho, e roupas externas. Está muito presente em calças e ternos.

Sarongue – Pedaço de tecido de algodão, em média com 1 m x 5 m, usado para enrolar o corpo de homens e mulheres. Veio da Malásia e virou moda no Ocidente depois que a atriz Dorothy Lamour vestiu um sarongue no filme De Tanga e Sarongue, de 1952. As mulheres costumam usar a peça como um vestido preso ao busto.

Saruel – Modelagem de bermudas e calças com cavalo baixo. É típica de países do norte da África, entre eles o Marrocos.

Seda artificialFeita com os fios: acetato e viscose.

Seda naturalFibra que compõe o casulo que cobre o bicho-da-seda, valiosa por sua utilização em tecidos de alta qualidade e em produtos. A seda é uma das mais antigas fibras têxteis conhecidas.

SeersuckerTecido de algodão enrugado em listras. É fácil de lavar e não necessita ser passado.

Skinny – Modelagem de calça superjusta, que pode ser elástica e possui formato afunilado na canela.

Smoking – Traje masculino usado em festas a rigor e cerimoniais, conhecido também como black-tie. Ele se compõe de calça preta com faixa acetinada nas laterais, paletó preto com as lapelas pontudas e acetinadas e, por baixo, camisa branca, faixa drapeada de cetim na cintura e gravata borboleta. Pode ser confeccionado de veludo, casimira ou tecidos mais leves. Muitos estilistas fizeram versões do original, como usar camisa preta e tênis ou bota em vez de sapato preto fechado, mas os especialistas aconselham que, se for convidado para uma festa que peça traje a rigor, deve-se usar o modelo padrão.

Smoking femininoYves Saint Laurent foi o grande introdutor do smoking para mulheres em 1966, em que as formas são moldadas ao corpo feminino. É mais acinturado e mangas são mais justas.

Sobreposição – Produções compostas de roupas colocadas umas sobre as outras. A regra básica pede as peças mais finas próximas da pele.

Sobretudo – Casaco masculino largo de tecido pesado vestido sobre o paletó nos dias muito frios. O tamanho original dessa peça é até as canelas.

Soquete – Tipo de meia feminina surgida no início nos pés das estudantes dos anos 1960, que abaixavam a meia escolar de três quartos para deixar os tornozelos à mostra. Confeccionados pelas indústrias de meias, viraram febre nos anos 1990, quando Sonia Braga apareceu na novela Dancing Days, dançando numa discoteca com uma meia soquete listrada de lurex embaixo de uma sandália de tiras. De algodão, seda e até lãzinha, vai bem com sapato fechado e tênis, com roupas sportswear.

Spencer – Casaco curto com mangas longas e comprimento até a cintura. Pode ter ombreiras ou não. Quando surgiu, era usado por homens. Só no fim do século 18 as mulheres incorporaram a peça.

Sportswear – Sinônimo de roupas descontraídas e para o dia a dia, a palavra também representa o conjunto de várias categorias de roupas esportivas.

Strass – São pequenas pecinhas de vidro que, através de um processo de oxidação, conseguem passar o efeito de brilho de diamantes e pedras preciosas. O inventor do strass foi Georges Frédéric Strass, em 1746. Elas são muito usadas em bijuterias e enfeitam fantasias de Carnaval, bordados de roupas e jeans.

Stretch – Característica elástica de alguns tecidos, que possuem fibras de elastano em sua composição. Deixa o jeans mais justo ao corpo e também aparece com frequência em lingeries e roupas de praia.

Stylist – Termo em inglês que define o profissional que cuida da imagem de um desfile, fotos de catálogo ou editorial de moda. Ele participa da escolha dos modelos da edição das roupas e dos acessórios que serão usados, além da maquiagem.

Suspensório – Duas tiras frontais paralelas que passam pelos ombros, terminando em Y nas costas e presos por botões ou clipes. Acessório adotado pelos homens desde o século XVIII, mas que foi apropriado também pelas mulheres nos anos 60.

Published in: on 6 de janeiro de 2010 at 8:01  Deixe um comentário